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Motiva ingressa no mercado de eletromobilidade e fecha o primeiro contrato para a recarga de ônibus elétricos em São Paulo

Companhia investe R$ 5 milhões na implantação de uma infraestrutura de eletropostos no Pátio Guido Caloi, da Linha 5 – Lilás

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written by Motiva, on 21/09/2026

Ônibus elétricos verdes em fila recarregando à noite no Pátio Guido Caloi, em São Paulo

São Paulo, 21 de setembro de 2026 – A Motiva, a maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, acaba de ingressar no mercado de eletromobilidade, avançando em sua estratégia de explorar novas fontes de receitas comerciais em sinergia aos seus ativos de trilhos e rodovias. A Companhia firmou o seu primeiro contrato de prestação de serviço de recarga de ônibus elétricos na cidade de São Paulo com a Viação Campo Belo, marcando a sua entrada neste mercado. A iniciativa faz parte de um planejamento de longo prazo, que prevê também o fornecimento de soluções de eletromobilidade para carros de aplicativos, para empresas de varejo e e-commerce e para viagens de longa distância em rodovias.

 

Para viabilizar o primeiro contrato, a Companhia investiu R$ 5 milhões na implantação de uma infraestrutura de recarga no Pátio Guido Calo, da Linha 5 – Lilás, concessão operada pela ViaMobilidade. Ao todo, foram instalados 12 carregadores, cada um com 180 quilovolt-ampere (kVA) de potência, com capacidade para atender 24 ônibus elétricos simultaneamente e recarregar as baterias em até 3 horas. Neste primeiro momento, a expectativa é atender 40 ônibus elétricos da Viação Campo Belo por dia no local.

 

Pelo modelo de negócio estruturado, a Motiva é responsável por todo o investimento para a implantação da infraestrutura de recarga, como a compra e instalação dos equipamentos e adaptação da rede elétrica, pela gestão de energia e pela manutenção do sistema. A operação dos ônibus elétricos dentro do local fica sob responsabilidade das empresas de ônibus, que remuneram a Motiva pelo uso dos eletropostos. A energia utilizada na operação é renovável, proveniente do Complexo Eólico Oitis em que a Companhia é sócia no Piauí e na Bahia, e possui Certificado Internacional de energia renovável (I-REC).

 

“Pela grande expertise que temos em gestão de energia, dado que somos um dos 50 maiores consumidores de energia do País e o segundo maior da Região Metropolitana de São Paulo, temos escala, capacidade financeira e competência técnica para oferecer soluções no setor de eletromobilidade para diferentes perfis de clientes. Para o operador de ônibus, a proposta é simplificar uma operação que envolve várias etapas e fornecedores. Podemos integrar infraestrutura elétrica, carregadores, energia e manutenção em uma única solução, reduzindo a complexidade na transição das frotas”, afirma o diretor Comercial da Motiva, João Pita.

 

O Pátio Guido Caloi foi escolhido para receber o primeiro projeto por uma série de fatores. Um é a localização estratégica para empresas de ônibus que operam na região sul de São Paulo. Outro é a capacidade disponível na subestação que abastece as atividades do local, usado como área de manobra das composições da Linha 5 – Lilás, não afetando a operação e manutenção do sistema metroviário. O terceiro a grande extensão de área para a implantação da infraestrutura de recarga. A estrutura, que opera em regime de 24 x7, conta com uma portaria dedicada e local de apoio aos motoristas, incluindo banheiro e copa.

 

 

Avanço na eletrificação dos ônibus em São Paulo

 

A entrada no mercado de eletromobilidade a partir da oferta de serviços de infraestrutura de recarga para ônibus elétricos reflete a visão de que se trata de um setor com grande potencial de crescimento no longo prazo. Ao final de junho, a frota de veículos movidos à bateria em circulação na capital paulista era de 1,570 mil unidades, com a perspectiva de chegar a cerca de 13 mil ônibus elétricos ao longo da próxima década.

 

O desafio para avançar na eletrificação da frota da capital paulista, contudo, vai além da troca dos modelos a diesel por elétricos. Para que a transição ocorra, questões como implantação da infraestrutura de recarga, gargalos da rede elétrica e disponibilidade de terrenos precisarão ser superadas pelas operadoras de ônibus e pelo poder público. É justamente para endereçar estas necessidades do mercado que a Motiva estruturou o seu modelo de negócio.

 

Garagens de operadores de ônibus nem sempre dispõem de área, capacidade disponível da rede elétrica ou infraestrutura de conexão suficientes para atender a demanda de energia das frotas. Além disso, a eletrificação exige investimentos em equipamentos, adaptação da rede das distribuidoras e eletropostos. Ao fornecer uma solução completa em infraestrutura de recarga, a Motiva pretende se posicionar como um dos principais players desse setor.

 

Pela capilaridade de suas operações metroferroviárias em São Paulo, por gerenciar as Linha 4 – Amarela, Linha 5 – Linhas, Linha 8 – Diamante e Linha 9 – Esmeralda, a Motiva possui áreas disponíveis no entorno das estações de trens e metrôs que podem ser usadas para abrigar os pontos de recarregamento. Além disso, a Companhia também administra alguns terminais de ônibus associados às estações, como na Vila Sônia e em Capão Redondo, locais com vocação natural para receber a infraestrutura de eletropostos.

 

Pelo porte de suas operações metroferroviárias, a Motiva possui capacidade de rede elétrica disponível e volume de demanda contratada junto à distribuidora local que permitiria o desenvolvimento dos primeiros projetos de infraestrutura de recarga de forma mais rápida. E a escala da Companhia permite negociar a compra de energia a custos mais competitivos do que as operadoras de ônibus negociando individualmente com geradores.

 

O modelo desenvolvido pela Companhia busca também reduzir uma barreira financeira para as empresas de ônibus. Em vez de executarem individualmente todo o investimento necessário para adaptar as suas estruturas prediais para abrigar os eletropostos, a Motiva assume o aporte e disponibiliza a infraestrutura de recarga, sendo remunerada pelo consumo de energia, de acordo com as condições estabelecidas em contrato de longo prazo.

 

 

Expansão para e-commerce e rodovias

 

No curto e médio prazo, os planos da Motiva para o mercado de eletromobilidade incluem a oferta de soluções de recarga para empresas do B2B, como comércio eletrônico, operações logísticas e plataformas de transporte por aplicativo. O objetivo é firmar contratos de longo prazo que garantam uma demanda previsível e reduzam os riscos do investimento na implantação das infraestruturas.

 

Nesse contexto, a Companhia estuda usar áreas remanescentes das concessões sob a sua gestão para oferecer as suas soluções em infraestrutura de recarga e viabilizar novos pontos de recarregamento pela Região Metropolitana de São Paulo e em Salvador, aproveitando da localização de suas estações de trens e metrôs para atender a demanda de veículos elétricos que precisam de recarga rápida e estão em circulação constante dentro da malha urbana.

 

No longo prazo, a Motiva também pretende desenvolver projetos de infraestrutura de recarga para viagens a longa distância em rodovias, tanto para veículos leves quanto para caminhões.

 

A estratégia se aproveita do fato de a Companhia ser a maior operadora de rodovias do Brasil, administrando grandes corredores, como o Sistema Anhanguera-Bandeirantes (SP), a Presidente Dutra (RJ/SP) e a Fernão Dias (SP/MG).

 

 

Avanço da descarbonização dos transportes

 

A entrada da Motiva em eletromobilidade se conecta com a visão da Companhia em liderar a agenda de sustentabilidade no setor de infraestrutura de transporte no Brasil e dialoga com o plano de ação da Coalizão para Descarbonização dos Transportes, iniciativa que a Motiva é uma das cofundadoras, juntamente com a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Observatório Nacional de Mobilidade Sustentável do Insper e pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds).

 

O plano elaborado pela Coalizão aponta que a eletrificação é uma as principais alavancas para reduzir em 70% as emissões setoriais de transporte projetadas até 2050 no Brasil. O avanço da frota de veículos elétricos e/ou híbridos tem potencial para eliminar 145 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente (MtCO₂e) de gases de efeito estufa, tendo em vista que a matriz elétrica brasileira é composta por cerca de 80% de fontes limpas. Este cenário tem como premissa a eletrificação de 50% dos carros de passeio e de 300 mil ônibus até 2050, considerando as tecnologias hoje viáveis comercialmente.

 

Para viabilizar a eletrificação em larga escala, o plano aponta que uma das ações necessárias é a implantação de uma ampla infraestrutura de recarga. O trabalho estima que, apenas nesta frente, o País demandará investimentos de cerca de R$ 40 bilhões para instalar entre 990 mil e 1,9 milhão de pontos de abastecimento, visando atender a demanda da futura frota elétrica e/ou híbrida em circulação pelas ruas e rodovias brasileiras.

 

“Nossa visão é que existe uma oportunidade de negócio, mas também uma oportunidade de contribuir para a descarbonização dos transportes no Brasil. Queremos ajudar a construir uma solução de mobilidade e logística de menor intensidade de carbono, usando infraestrutura, energia, tecnologia e capacidade de investimento para acelerar essa transição”, afirma Pita.

 

 

Sobre a Motiva I Maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, atua nas plataformas de Rodovias e Trilhos. São 18 ativos, em 8 estados brasileiros e cerca de 15 mil colaboradores. A Companhia é responsável pela gestão e manutenção de 5.044 quilômetros de rodovias, realizando cerca de 3,6 mil atendimentos diariamente. Em Trilhos, por meio da gestão de metrôs, trens e VLT, transporta anualmente 750 milhões de passageiros. Foi a primeira empresa a abrir capital no Novo Mercado da B3 e compõe há 15 anos o hall de sustentabilidade da B3.