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Motiva integra o Índice Carbono Eficiente, da B3, pelo 15º ano consecutivo

Companhia está entre as 14 empresas que atenderam integralmente as melhores práticas de gestão de emissões na metodologia da bolsa  

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written by Motiva, on 08/01/2026

Presença consolidada da Motiva no índice é resultado de protagonismo sustentável no setor de infraestrutura de mobilidade e gestão estratégica de descarbonização. Créditos: Alex Ferro/Motiva

São Paulo, 8 de janeiro de 2026 – A Motiva, maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, está presente pelo 15º ano consecutivo no Índice Carbono Eficiente, da B3 (ICO2 B3). Nesta edição, a Companhia é destaque entre as 65 empresas que compõem a nova carteira do índice, que entrou em vigor no último dia 5 de janeiro. A Motiva está na lista das 14 organizações que cumpriram integralmente às 10 práticas estabelecidas na metodologia do ICO2 B3 para uma gestão mais eficiente e transparente nas emissões dos gases de efeito estufa (GEE). 

 

O processo de seleção para o ICO2 2026 teve a participação de 94 empresas e avaliou duas dimensões: a primeira, de boas práticas relacionadas à gestão de emissões, que considerou reporte de inventário, definição de metas net zero, plano de transição climática e supervisão do Conselho Administrativo; e a segunda, composta pela eficiência das emissões de GEE em relação à receita das empresas. 

 

A permanência por mais um ano no ICO2 B3 é resultado do protagonismo e do alto nível de maturidade da Motiva em sua estratégia de descarbonização. A Companhia foi a primeira, em seu setor de atuação no Brasil, a ter as metas de redução das emissões de GEE aprovadas pelo Science Based Targets Initiative (SBTi) em 2023, assumindo o compromisso de diminuir em 59% as suas emissões de escopos 1 (diretas) e 2 (energia elétrica) e em 27% em escopo 3 (indiretas). A Motiva também definiu a meta de ser neutra em carbono nos escopos 1 e 2 até 2035. 

 

“Ao longo dos últimos três anos, a Motiva vem assumindo uma série de compromissos e implementando diversas ações para promover a transição para a economia de baixo carbono no setor de transportes no Brasil. A presença no ICO2 pelo 15º ano é um reconhecimento importante na liderança da Companhia na agenda setorial”, afirma a diretora de Sustentabilidade da Motiva, Juliana Silva. 

 

 

Pioneirismo setorial

 

Para alcançar os seus compromissos de descarbonização, a Motiva vem ampliando os seus investimentos em sustentabilidade. Uma das frentes mais importantes é o consumo de energia renovável em suas operações. Desde 2024, 100% dos ativos de rodovias, trilhos e aeroportos são abastecidos apenas por fontes limpas. Para tal, a Companhia vem apostando na produção própria de eletricidade em diferentes modalidades e na migração de suas operações para o mercado livre, com a assinatura de contratos associados à aquisição de certificados de energia renovável (I-RECs). 

 

No final de 2024, a Motiva se tornou sócia da Neoenergia em três usinas eólicas no Piauí, que fazem parte do Complexo Otis. Esta iniciativa foi o primeiro projeto de autoprodução por equiparação da Companhia, e os parques estão abastecendo as operações da Motiva Trilhos em São Paulo, fornecendo energia limpa para as linhas 4 (ViaQuatro), 5 e 17 (ViaMobilidade), de metrô, e linhas 8 e 9 (ViaMobilidade), de trens. Além disso, tem acordos de geração solar distribuída com a EDP e a Prime Energy (Shell) para o abastecimento de suas rodovias no estado de São Paulo. 

 

Além da energia elétrica mais limpa, outra iniciativa é o uso de biocombustível na frota leve própria. Em 2025, o etanol já era o combustível exclusivo de 92,4% dos carros da Motiva. A Companhia tem planos para acelerar a eletrificação da sua frota operacional (como guinchos leves e ambulâncias), expandir o uso de combustíveis de baixo carbono (para veículos que não podem ser eletrificados) e adotar sistemas de refrigeração mais eficientes nos vagões e nos prédios das operações de trilho.  

 

A Motiva também é uma das pioneiras no mercado de crédito de carbono dentro do setor de infraestrutura de transporte. A Companhia já realizou duas operações de compra com a Reservas Votorantim, totalizando 97 mil créditos de carbono, originados da maior reserva privada de Mata Atlântica do País, a Legado das Águas (SP). Estes recursos estão sendo aposentados gradualmente para compensar as emissões de escopo 1. Em torno de 5 mil créditos já foram usados pela Motiva em 2024, o que possibilitou neutralizar 8,5% das emissões de escopo 1 do ano em questão. 

 

Todas essas iniciativas estão diretamente conectadas ao pilar estratégico “Redução do Risco Climático e da Pegada Ambiental”, que integra o eixo “Liderança Sustentável” da Ambição 2035, estratégia de longo prazo da Motiva. A implementação e execução deste plano é acompanhada pelo Comitê Estratégico de Sustentabilidade, que tem a participação dos membros da diretoria-executiva e dos sponsors dos cinco pilares estratégicos do eixo de sustentabilidade, com reporte ao Conselho de Administração. 

 

Além das ações para a descarbonização dos seus negócios, a Motiva é uma das cofundadoras da Coalizão para a Descarbonização dos Transportes, em parceria com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e o Observatório Nacional de Mobilidade Sustentável, do Insper. O movimento reúne 121 entidades, entre empresas, operadoras de infraestrutura, poder público, associações e academia, e elaborou um plano com 90 propostas com potencial de reduzir em até 70% as emissões setoriais previstas para 2050 e atrair R$ 600 bilhões em investimentos verdes para o País.  

 

O trabalho da Coalizão foi entregue ao presidente da COP30, o embaixador André Correa do Lago, e apresentado em diversos fóruns nacionais e internacionais ao longo de 2025, entre eles a conferência do clima em Belém (PA). Um dos objetivos do estudo foi o de contribuir com a formulação do Plano Nacional sobre Mudança do Clima. 

 

 

Sobre a Motiva I Maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, atua nas plataformas de Rodovias, Trilhos e Aeroportos. São 37 ativos, em 13 estados brasileiros e 16 mil colaboradores, sendo 20 Aeroportos, 12 concessionárias de Rodovias e cinco de Trilhos. A Companhia é responsável pela gestão e manutenção de 4.475 quilômetros de rodovias, realizando cerca de 3,6 mil atendimentos diariamente. Em Trilhos, por meio da gestão de metrôs, trens e VLT, transporta anualmente 750 milhões de passageiros. Em Aeroportos, com 17 unidades no Brasil e três no exterior, atende aproximadamente 45 milhões de clientes anualmente. Foi a primeira empresa a abrir capital no Novo Mercado e compõe há 14 anos o hall de sustentabilidade da B3.