Motiva
Bom desempenho de tráfego em rodovias e impacto das concessões Minas_SP, Motiva Sorocabana, Motiva Paraná e RioSP também contribuíram para os resultados

written by Motiva, on 29/10/2026

A Motiva, maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, fechou o terceiro trimestre de 2026 com um lucro líquido societário de R$ 3,42 bilhões, beneficiado pela conclusão da venda da sua antiga plataforma de aeroportos. O valor representa uma expansão de 177,9% em relação ao mesmo período do ano passado, que foi de R$ 1,23 bilhão. O resultado do trimestre também foi positivamente impactado pelo bom desempenho de tráfego em rodovias e pelas concessões Motiva Minas_SP, Motiva Paraná, Motiva Sorocabana e RioSP, o que demonstra o acerto da estratégia da seletividade e otimização do portfólio.
Os novos resultados reforçam a tendência de evolução operacional observada ao longo dos últimos trimestres, beneficiada pelo início da operação da Motiva Minas_SP, que em abril deste ano assumiu a gestão da Fernão Dias, e pelo início da cobrança de pedágio nas concessões rodoviárias da Motiva Paraná, Motiva Sorocabana e RioSP. Por conta disso, o Ebitda Ajustado da Motiva aumentou 13,4% entre o terceiro trimestre de 2026 e igual período de 2025, para R$ 2,52 bilhões. Nesse período, a Companhia manteve sua margem EBITDA estável, em 66,2%.
A Receita Líquida Ajustada subiu 13,7% no mesmo intervalo de comparação, de R$ 3,35 bilhões para R$ 3,80 bilhões. Além de impulsionada pelos fatores mencionados, o indicador também foi impactado positivamente pelo desempenho operacional na plataforma de Trilhos e por reajustes tarifários. Outro destaque do período foi o aumento de 23% nas receitas complementares, que somaram R$ 92 milhões no terceiro trimestre de 2026.
“Os resultados no terceiro trimestre de 2026 consolidam a nova fase na história da Motiva, após a conclusão da venda dos ativos aeroportuários. Reforçamos o foco em Rodovias e Trilhos, com uma estrutura mais simples, maior foco operacional e uma estratégia de alocação de capital ainda mais disciplinada. Estamos bem-posicionados para maximizar a nossa geração de valor, sustentados por um balanço robusto e por um olhar estratégico para inovação e tecnologia”, afirma o CEO da Motiva, Miguel Setas.
Em 1º de setembro de 2026, a Motiva anunciou a conclusão da venda de 20 aeroportos para o grupo mexicano ASUR por R$ 12,21 bilhões, sendo R$ 5,187 bilhões em equity e R$ 7,024 bilhões em dívidas dos ativos. A transação teve um impacto positivo de R$ 2,72 bilhões no lucro líquido da Motiva no terceiro trimestre de 2026.
Excluindo esse efeito não-recorrente, a Motiva teve aumento de 9,8% no lucro líquido ajustado entre o terceiro trimestre de 2026 e igual período de 2025, passando de R$ 683 milhões para R$ 750 milhões.
Eficiência operacional e alavancagem
Outro indicador que evidencia a evolução da Companhia em seus resultados foi a melhora, em mais um trimestre, da sua eficiência operacional. Desconsiderando a plataforma de Aeroportos, a relação OPEX (Caixa) / Receita Líquida Ajustada atingiu 34,4% nos últimos doze meses, uma redução de 1,5 p.p. em relação ao terceiro trimestre de 2025, que foi de 35,9%. O avanço no indicador reflete a disciplina da Motiva na gestão de custos, a captura de sinergias e a otimização do portfólio de ativos.
Em relação ao endividamento, apesar da execução de um alto volume de investimento em rodovias e trilhos, a Motiva fechou o trimestre com a alavancagem ajustada de 3,2 vezes, 0,5 vez abaixo do patamar verificado ao final do segundo trimestre de 2026, refletindo a venda da plataforma de aeroportos. Como desdobramento da operação, a dívida líquida na holding caiu 64,2% no mesmo intervalo, de R$ 6,82 bilhões para R$ 2,44 bilhões. Além disso, a Companhia tem cerca de metade (48%) do seu estoque de dívidas vencendo a partir de 2033, alta de 4 p.p. em relação ao final de junho deste ano. O prazo médio do endividamento (duration) alcançou 5,3 anos.
Expansão do desempenho operacional
Refletindo as novas concessões e o início dos novos pórticos da RioSP, a plataforma de rodovias registrou uma expansão no seu desempenho operacional. Em bases comparáveis, ou seja, excluindo a Motiva Paraná, Motiva Sorocabana (SP) e Motiva Minas_SP e a encerrada ViaOeste (SP), a plataforma teve um aumento de 1,6% na demanda na comparação com igual período de 2025, para 254,06 milhões de veículos equivalentes. Considerando todas as concessões, a alta foi de 33,3%, para 377,87 milhões. Destaque para o forte crescimento de 13,5% no tráfego da RioSP, que opera a Rodovia Presidente Dutra, com o fim das obras em Guarulhos (SP).
Na plataforma de Trilhos, houve variação positiva de 0,5% no volume de clientes transportados, para 195,55 milhões de pessoas. O desempenho foi influenciado pelo aumento de 2,1% no VLT Carioca, beneficiado pela agenda de eventos na cidade do Rio de Janeiro, pelo incremento de 0,9% na ViaMobilidade - Linhas 8 e 9 e pelo acréscimo de 0,8% na ViaMobilidade - Linhas 5. Na capital paulista, os números refletem a melhora da integração da estação Santo Amaro e a entrada em operação da estação Varginha, na Linha 9 - Esmeralda, que ampliou o acesso ao transporte público para os moradores da região sul da capital paulista.
Expansão dos investimentos no 3T26
A expansão do portfólio de ativos da plataforma de Rodovias segue impulsionando o nível de investimentos da Motiva. No terceiro trimestre de 2026, a Companhia executou um Capex de R$ 2,27 bilhões em rodovias e trilhos, aumento de 2,9% na comparação com os R$ 2,21 bilhões apurados em igual intervalo de 2025. No acumulado de janeiro a setembro de 2026 frente ao mesmo período de 2025, a alta foi de 2,0%, para R$ 5,57 bilhões.
No terceiro trimestre de 2026, foram aplicados R$ 1,93 bilhão em obras de rodovias, com destaque para a ampliação de capacidade das vias em regiões rurais de São Paulo e Rio de Janeiro, além dos avanços nos trabalhos na Serra das Araras, cuja execução superou 84% do cronograma físico, com a entrega de 11 dos 24 viadutos previstos no projeto. No Paraná, houve investimento na restauração de pavimento ao longo da malha. No Rio Grande do Sul, houve desembolsos para intervenções nas pistas e marginais, além de duplicações em trechos da BR- 101, BR-290 e BR-386. No Mato Grosso do Sul, os aportes estiveram relacionados à implantação de faixas adicionais e duplicações de vias, entre outros.
Em Trilhos, a Companhia executou R$ 316 milhões, com destaque para R$ 134 milhões para o início das obras da expansão da Linha 4 – Amarela para Taboão da Serra (SP) e outros R$ 140 milhões nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda (SP) para a implantação e revitalização de rede de energia, cabines e subestações elétricas e adequações de espaços comerciais.
Novos negócios e rating de crédito AAA
Em linha com a estratégia de desenvolver negócios adjacentes às plataformas de Rodovias e Trilhos, a Motiva anunciou movimentos estratégicos para gerar novas fontes de receita. Uma das iniciativas foi a constituição de uma joint-venture com a Eletromidia e a EcoRodovias para explorar o mercado de publicidade nas rodovias brasileiras.
A operação nasce com uma ampla cobertura dos principais eixos de entrada e saída entre a Região Metropolitana de São Paulo, a maior da América Latina, e algumas das principais cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte (MG), Campinas (SP) e Santos (SP). Entre as rodovias da Motiva estão a Presidente Dutra (SP/RJ), o Sistema Anhanguera-Bandeirantes (SP), o Rodoanel Oeste (SP) e a Fernão Dias (SP/MG).
Pelos termos do acordo, a Eletromidia detém 51% de participação acionária da nova empresa, e Motiva e EcoRodovias possuem, cada uma, 24,5% do capital social. A constituição da joint venture ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores e da defesa da concorrência, o que está previsto para ocorrer até o final deste ano.
Além disso, a Motiva anunciou o seu ingresso no mercado de eletromobilidade, firmando o seu primeiro contrato de recarga de 40 ônibus elétricos na capital paulista. A Companhia investiu R$ 5 milhões na implantação de uma infraestrutura de eletropostos no Pátio Guido Calo, da Linha 5 – Lilás, concessão operada pela ViaMobilidade. Ao todo, foram instalados 12 carregadores, cada um com 180 quilovolt-ampere (kVA) de potência, com capacidade para atender 24 ônibus elétricos simultaneamente e recarregar as baterias em até 3 horas.
Outra importante conquista foi a elevação do rating da Motiva pela Moody’s de AA para AAA, na escala nacional. Com isso, a Companhia se tornou triplo A nas três maiores agências de classificação de risco (Fitch Ratings, S&P e Moody’s). Esse reconhecimento reforça o alto nível de confiança do mercado de capitais na capacidade da Companhia de honrar os seus compromissos e é uma demonstração da sua robustez financeira.

Sobre a Motiva I Maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, atua nas plataformas de Rodovias e Trilhos. São 18 ativos, em 8 estados brasileiros e cerca de 15 mil colaboradores. A Companhia é responsável pela gestão e manutenção de 5.044 quilômetros de rodovias, realizando cerca de 3,6 mil atendimentos diariamente. Em Trilhos, por meio da gestão de metrôs, trens e VLT, transporta anualmente 750 milhões de passageiros. Foi a primeira empresa a abrir capital no Novo Mercado da B3 e compõe há 15 anos o hall de sustentabilidade da B3.
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