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No modelo de geração distribuída, parceria prevê gerar uma economia de 22% na conta de luz e evitar a emissão de até 479 toneladas de CO₂ por ano

Escrito por Motiva, em 25/05/2026
Estratégia reforça compromisso da Motiva de abastecimento dos ativos com 100% de energia de origem renovável, reduzindo as emissões de escopo 2 da Companhia / Imagem do Sistema Anhanguera-Bandeirantes. Créditos: Divulgação Motiva
São Paulo, 25 de maio de 2026 – A Motiva, maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, firmou contrato de dois anos com a FIT Energia, do Santander, para o fornecimento de energia solar para concessões rodoviárias nos estados de São Paulo e Paraná. O acordo, no modelo de geração distribuída solar, prevê o suprimento de energia limpa e renovável para praças de pedágio, bases operacionais e administrativas, sistemas de iluminação e câmeras de monitoramento das rodovias e deve gerar uma economia anual de 22% na conta de luz.
O contrato contempla um volume estimado de 2.636 MWh por ano em créditos de energia para 293 unidades consumidoras em baixa tensão, com potencial para chegar a um volume de 11.231 MWh para 350 pontos de consumo com a evolução da demanda das concessionárias da Motiva. Com essa operação, a expectativa é evitar a emissão de 479 toneladas de CO₂ por ano nas rodovias durante o pico do contrato, volume que equivale ao plantio de 21,7 mil árvores anualmente.
“Como um dos 50 maiores consumidores de energia elétrica do País, operar os nossos ativos com 100% de energia renovável é um dos pilares da nossa estratégia de transição energética. Essa parceria com a FIT Energia fortalece a nossa liderança em sustentabilidade no setor de infraestrutura de mobilidade e amplia a nossa eficiência operacional ao permitir a diminuição dos nossos custos e, ao mesmo tempo, reduzir a pegada de carbono das concessões”, afirma a vice-presidente de Pessoas, Desenvolvimento Organizacional e Sustentabilidade, Raquel Cardoso.
A parceria entre as partes garante o fornecimento de energia elétrica limpa para algumas das principais rodovias do País. Entre as concessionárias beneficiadas está a Motiva AutoBan, que opera um dos principais eixos viários do Brasil, o Sistema Anhanguera-Bandeirantes. Além disso, a parceria também vai abastecer a RioSP, operadora da Presidente Dutra, entre São Paulo e Seropédica (RJ), e da Rio-Santos, entre Ubatuba (SP) e Rio de Janeiro.
O contrato também contempla o Sistema Castello Branco-Raposo Tavares (ViaOeste e Motiva Sorocabana) e um conjunto de rodovias paranaenses operadas pela Motiva Paraná. Tanto a Motiva Sorocabana quanto a Motiva Paraná poderão usar a energia solar para abastecer as suas frotas operacionais de veículos elétricos, tornando essas concessões ainda mais sustentáveis e com uma menor pegada de carbono em suas atividades.
A energia gerada nas usinas fotovoltaicas da FIT Energia, localizadas nos municípios de Bebedouro, Altair, Limeira, Pacaembu, Lorena, Cubatão e Sorocaba, em São Paulo, e Campo Mourão, Capanema e Colorado, no Paraná, será destinada à compensação de créditos de energia nas rodovias da Motiva em São Paulo e Paraná.
“Expandir o acesso a uma solução que combina energia limpa com vantagens econômicas é um dos nossos pilares centrais. O projeto com a Motiva fortalece o compromisso das empresas com a sustentabilidade”, diz o CEO da FIT Energia, Bruno Menezes. “A iniciativa abre caminho para novas colaborações e modelos de negócio, consolidando a FIT como uma das principais opções do mercado de energia renovável no Brasil”, ressalta Menezes.
Estratégia de descarbonização da Motiva
A parceria com a FIT Energia faz parte da estratégia da Motiva para manter o consumo de energia de suas operações de trilhos, rodovias e aeroportos 100% baseado em fontes limpas e renováveis. A Companhia alcançou este marco em 2024, um ano antes do previsto.
Para antecipar a meta, a Motiva construiu uma estratégia na área de energia organizada nas seguintes frentes: investimentos em produção própria de energia em diferentes modalidades e a migração dos seus ativos para o mercado livre, com a assinatura de contratos de energia associados à aquisição de certificados de energia renovável (IRECs).
No fim de 2024, a Motiva se tornou sócia de três usinas eólicas no Piauí, marcando o seu primeiro projeto de autoprodução por equiparação. Esses empreendimentos abastecem as operações de trilhos no Estado de São Paulo, fornecendo energia limpa para as Linhas 4-Amarela e 5-Lilás, de metrô, e para as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda (ViaMobilidade), de trens metropolitanos.
A Companhia também opera 6,3 Megawatts-pico (MWp) de usinas solares próprias instaladas em áreas de suas rodovias em Santa Catarina (ViaCosteira), Rio de Janeiro (ViaLago) e Rio Grande do Sul (ViaSul). Além disso, possui outros contratos de geração solar distribuída para abastecimento de energia limpa para rodovias no Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Essas ações contribuíram para que a Motiva encerrasse 2025 com uma redução de 61% nas suas emissões de escopo 1 (diretas) e 2 (uso de energia elétrica) na comparação com 2019, cumprindo com 8 anos de antecedência a meta de diminuição de 59% até 2033, aprovada pela Science Based Targets initiative (SBTi). Para alcançar este resultado, a Companhia zerou as suas emissões de escopo 2 ao final de 2024, graças ao fato de que 100% dos seus ativos passaram a ser supridos apenas com energia elétrica oriunda de fontes renováveis.
Plano de transição para a economia de baixo carbono
Com a redução de 61% das suas emissões ao final de 2025, a Motiva construiu um plano de transição para manter a sua pegada de carbono dentro da meta aprovada com o SBTi. Neste sentido, a Companhia tem dois desafios principais: 1) manter as emissões de escopo 2 zeradas, o que será obtido com a continuidade da estratégia de consumir energia elétrica apenas de fontes renováveis; e 2) avançar na redução das emissões de escopo 1.
A estratégia desenhada leva em consideração as perspectivas de crescimento da Motiva no médio e longo prazo. Isso porque, nos últimos dois anos, a Companhia conquistou três novas concessões de rodovias (Motiva Paraná, Motiva Sorocabana e Fernão Dias), e tem a possibilidade de obter novos ativos em 2026. Além disso, novas estações de metrô vão entrar em operação nos próximos anos no Metrô Bahia, na Linha 4-Amarela (SP) e na Linha 5-Lilás (SP), além da assunção da operação da Linha 17-Ouro (SP).
Atualmente, os combustíveis móveis e fugitivos representam 59% e 35%, respectivamente, das emissões de escopo 1 da Motiva. Por conta disso, a estratégia montada prevê algumas alavancas para a descarbonização, que são: acelerar a eletrificação da frota operacional (como guinchos leves e ambulâncias), expandir o uso de combustíveis de baixo carbono (para veículos que não podem ser eletrificados) e adotar sistemas de refrigeração mais eficientes em suas operações metroferroviárias, tanto nos vagões quanto nos prédios.
Todas essas iniciativas estão conectadas ao pilar “Redução do Risco Climático e da Pegada Ambiental”, do eixo “Liderança Sustentável” da Ambição 2035, estratégia de longo prazo da Motiva. A implementação e execução deste plano de transição é acompanhada pelo Comitê Interno de Sustentabilidade, que tem a participação dos membros da diretoria-executiva e dos sponsors dos cinco pilares estratégicos do eixo de sustentabilidade.
Sobre a Motiva I Maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, atua nas plataformas de Rodovias, Trilhos e Aeroportos. São 37 ativos, em 13 estados brasileiros e 16 mil colaboradores. A Companhia é responsável pela gestão e manutenção de 5.044 quilômetros de rodovias, realizando cerca de 3,6 mil atendimentos diariamente. Em Trilhos, por meio da gestão de metrôs, trens e VLT, transporta anualmente 750 milhões de passageiros. Em Aeroportos, com 17 unidades no Brasil e três no exterior, atende aproximadamente 45 milhões de clientes anualmente. Foi a primeira empresa a abrir capital no Novo Mercado da B3 e compõe há 14 anos o hall de sustentabilidade da B3.
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